terça-feira, 8 de novembro de 2011

“Afaste-se daquilo que te faz mal, antes que você faça mal àquilo”

A partir dessa frase que li hoje comecei a refletir...
Há algum tempo que estou tentando afastar o que faz mal do meu dia a dia e confesso que não é uma tarefa fácil!
No que diz respeito às pessoas pode ser bem complicado, afinal é difícil admitir a você mesmo que o convívio com alguém pode estar te fazendo mal!
No começo você se afasta por um tempo, depois o coração amolece e vem a vontade de dar outra chance. Tudo vai caminhando bem até que de repente acontece alguma coisa e você percebe que, realmente, aquela pessoa não serve para estar ou seu lado, seja como amigo, namorado ou qualquer outra coisa! Não que você seja melhor que ela, mas pelo simples fato de que ela não te acrescenta, ao contrário, parece sugar o que você tem de melhor. Em algumas situações cheguei a pensar que eu era o problema, mas analisando melhor vejo que não!
Não quero aqui dizer que sou perfeita, muito ao contrário, sou fruto de uma sociedade que rotula e cobra padrões de comportamento muitas vezes injustos, pois não levam em conta as diferenças individuais. Sou um ser humano, não estou livre dos clichês que tanto nos perseguem, mas que de fato são necessários para nossa auto-aprovação e garantia de uma convivência harmônica. Só que, hoje, com segurança posso dizer que não me deixo dominar por eles, já não tenho tanto medo de ser julgada por minhas atitudes e ser aprovada ou reprovada por alguns por ser autêntica e assumir posições de acordo com minhas convicções! Estou madura o suficiente para saber que minhas escolhas geram conseqüências e que não preciso viver dando satisfação dos meus atos a ninguém, a não ser é claro, a quem eu realmente queira!
Sou extremamente existencialista gosto de Jean-Paul Sartre, Friedrich Nietzsche e também da problemática existencial de Clarice Lispector, me identifico em algumas linhas por eles escritas, sendo essa é a minha face mais oculta. Às vezes, também me vejo melancólica e saudosista, mas na maioria delas prefiro me mostrar otimista. E nessas contradições é que busco me conhecer cada dia mais, evitando me moldar aos padrões impostos. Pago um preço por ser assim, mas quando me mostro sou intensa e muitas vezes contraditória, mas sem nenhuma vergonha de ser Eu!
No fundo acho que minha autonomia, independência e até mesmo a maturidade precoce acabam prejudicando algumas relações e causando um certo  incômodo a algumas pessoas que me cercam, pois ainda existem muitas que se deixam guiar pelo “o que os outros vão pensar”, ao invés de se guiarem pelo que realmente são, gostam ou pensam.
Chega uma hora que tudo isso acaba gerando um conflito e não sei até que ponto eu faço bem a essas pessoas e elas a mim. Ultimamente tenho adotado a estratégia da retirada. Quando sinto que o convívio fica complicado prefiro me afastar, sendo talvez a decisão mais sábia já que não consegui resolver esse dilema.
Não me julguem pretensiosa por este texto, sou sim, muito reflexiva, e felizmente tenho vários amigos como eu, e quando me sinto muito frustrada busco refúgio nas pessoas que também acreditam que é possível viver sem hipocrisia.
Como pessoa também tenho minhas dificuldades e uma delas é a de me abrir com os outros e expor minhas fragilidades, talvez porque eu não me permita sofrer publicamente, mas independente disso tenho grandes amigos e sou grata por isso. Já passei por várias situações difíceis, mas continuo acreditando que quando se dá muita importância para um problema, ele cresce, por isso prefiro ser mais otimista!
Podemos perder algumas coisas pelo caminho e é claro que isso nos causa algum sofrimento, mas é natural! E assim vamos abrindo espaço para novas e agradáveis descobertas! Viver exige coragem de enfrentar os próprios medos, sofrer com as perdas e se descobrir. Não deixe que ninguém te faça mal e não seja tão egoísta a ponto de fazer mal a alguém, tenha coragem e siga em frente, afinal já dizia Guimarães Rosa: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem...”

[Juliana Vieira com revisão de Fátima Vieira]

quarta-feira, 23 de março de 2011

Exitem razões para acreditar...

Em tempos de uma programação televisiva medíocre e sem opção vale à pena parar para ver o novo comercial da Coca-Cola, que mais uma vez inovou!
Não é meu objetivo aqui entrar no mérito do produto oferecido por essa multinacional, quero apenas refletir sobre a mensagem do referido comercial.
A campanha foi feita com base em uma pesquisa realizada em 2010 onde a empresa descobriu que existem mais soluções do que problemas no mundo!
Um destaque especial para a trilha sonora - Whatever/Oasis - música linda que traz uma mensagem muito especial e atual!
Vivenciamos hoje uma onda de grandes conflitos, grandes catástrofes naturais e mudanças importantes. No Japão o desastre natural destruiu cidades, matou milhares de pessoas e colocou o mundo em alerta com a possibilidade de um novo acidente nuclear. Em meio a tanta notícia ruim é possível ver naquele povo uma serenidade admirável e exemplos de gentileza como a dos brasileiros que se arriscaram em uma viagem perigosa para levar mantimentos às vítimas do terremoto.  
No mundo Árabe crescem as mobilizações contra os governos autoritários e já se fala em uma guerra declarada entre a Líbia e os países aliados! Um conflito internacional que desencadeia uma discussão sobre direitos humanos, liberdade, democracia, religião e tradições culturais. Mas tudo isso só foi possível porque alguém acreditou e começou a lutar por mudança buscando se libertar de um governo que já dura 42 anos!
No Brasil tivemos um fim de semana movimentado com a visita do Presidente dos Estados Unidos que por alguns dias fez com que os brasileiros esquecessem o que acontecia lá fora. Uma visita cercada de proteção, mas que demonstra o crescimento do nosso país no cenário internacional, vitória conquistada pelo ex-presidente Lula sem, é claro, deixar de destacar o mérito dos presidentes que o antecederam.  Aí está mais um bom exemplo de alguém que fez a diferença, Lula é “o cara” e deixou uma lição aos brasileiros - a de acreditar! Esse ex-sindicalista é o brasileiro que mais se candidatou a presidência da República, ao longo de seu caminho viu que era preciso mudar e mudou para melhor conseguindo chegar onde queria. Deixou a presidência em 2010 como um dos 25 líderes mais influentes no mundo e não há como negar que ele fez muito para as classes menos favorecidas do nosso país!
Assistindo o comercial da Coca- Cola comecei a refletir sobre uma série de coisas, e uma delas é o poder que cada um de nós tem nas mãos, mas, infelizmente muitas pessoas não têm essa consciência!
É preciso que cada um se aproprie de seu poder como ser humano e como cidadão e acredite que a partir de pequenos gestos é possível fazer a DIFERANÇA. Imagine uma pedra jogada em um lago... Ela afunda e vai emitindo movimentos que atingem uma distância enorme, muito além do ponto onde ela caiu, nossas ações são assim, repercutem muito além de nós e geram conseqüências tanto para nós como para as pessoas e coisas que nos cercam.
As grandes mudanças começam com um primeiro passo. Não adianta só reclamar. É preciso dar o primeiro passo. Começando, sempre, por nós mesmos.
Acredite que é possível mudar uma realidade. Critique, duvide, questione, faça a diferença, você é capaz!
Os pequenos gestos são mais importantes que as grandes guerras. Entre a violência e a gentileza escolha sempre a gentileza, escolha fazer o bem, escolha o respeito ao próximo, escolha preservar a natureza, escolha o movimento e não a inércia!
O mais importante é ser! Seja sempre autêntico, defenda seus pontos de vista, mas sem fanatismo, esteja aberto ao diferente. Ninguém precisa pensar igual ao outro, mas precisa sim, respeitar a forma de ser e de pensar do outro.
Acredite “os bons são a maioria”! Faça a sua parte!
Parabéns aos criadores da belíssima campanha. [J.V.B com a colaboração de Fátima Vieira].

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quero voar, mas tenho medo de tirar os pés do chão

"Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções."
Martha Medeiros

Deixei de viver por um tempo. Não no sentindo de estar morta, mas deixei a vida ir passando sem sentido, sem se quer me dar a opotunidade de aprecia-lá. Vivia pensando nos outros e esquecendo de mim. Até que em algum momento descobri que isso precisava mudar e que era realmente importante me colocar em primeiro lugar. Depois dessa conclusão, me senti pronta e me atirei segura dalí para novas descobertas ...
Me dei o tempo que precisava e acabei aprendendo que é bom errar e saber voltar atrás sem se cobrar demais, vi como é bom conhecer pessoas novas e confiar nelas, mesmo que seja para se decepcionar depois... triste mesmo é estar sozinho. Senti o coração acelarado por uma aventura nova, o frio na barriga e a adrenalina também. Me encantei com algo novo, dancei como se ninguém estivesse olhando, reencontrei pessoas do passado, concertei o que estava quebrado, recomecei o que estava parado, viajei, saí, aproveitei cada minuto, me dediquei mais a família, aos amigos e às pessoas que realmente importam. Me entreguei sem pensar nas consequências. Foi bom! Mas é preciso saber quando parar, porque se me permitisse mais que do que isso estaria cometendo um exagero e deixaria de ser eu mesma. 
Todas essas experiências, mexeram comigo de alguma forma e me fizeram mudar. Mudar para melhor! Certo que não estou completamente convicta disso e sinto que muitas outras mudanças estão por vir, mas quando olho para trás vejo que hoje sou uma pessoa mais completa, mais feliz, mais segura e não me arrependo de nada. Agora tenho certeza  de que devo  continuar seguindo. Me sinto renovada. Acabo de encerrar um ciclo para inicar outro, sabendo que não posso desviar das minhas convicções e devo ser fiel aos meus ideias. Não me contento com pouco, por isso quero muito mais... e é para isso que sonho, traço metas e estipulo objetivos. Por mais que eu queria voar, sinto que ainda estou presa aqui, presa a tudo o que eu fui e a tudo o que sou .... e olha que eu sou muita coisa! Além disso, tem muita gente que gosta do que eu sou que confia, acredita e precisa de mim. Por tudo isso ainda prefiro ficar com os meus pés bem fincados no chão, pois ainda tenho muita coisa para conquistar antes de me permitir voar tranquila por aí.... (J.V.B)